sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Vídeo - Máscaras que revelam tradições transmontanas



Assustadoras, misteriosas e fascinantes são as máscaras que andam à solta no Inverno transmontano. A tradição tem raízes milenares e transforma pacatos rapazes em diabos, chocalheiros, zangarrões e caretos. Do Natal ao Carnaval, esta festa é muito nossa.
Das mãos do artesão surge a máscara que há de afugentar e animar a aldeia inteira e mais os forasteiros que ali vão só para a ver. Os preparativos para os dias de festa começam antes do Inverno chegar ao nordeste português. Trabalha-se a madeira, o cabedal, o latão, a lã. Aos poucos aparecem as caras e os fatos que vão esconder a identidade dos rapazes. Assim, temíveis e divertidos, os mascarados quebram a rotina do quotidiano rural. O disfarce é a chave destes rituais que anunciam um novo ciclo:  na natureza e na vida dos homens.

As festividades nestas aldeias são heranças de um passado muito antigo. Encontramos as suas raízes nas festas milenares que se faziam em Roma, em honra do deus Saturno, as Saturnais romanas e, nas Lupercais, celebradas em honra de Pan, o protetor dos pastores e dos rebanhos. Estas  práticas festivas tiveram sempre um cariz profano e foram sempre associadas ao solstício de Inverno e à agricultura. Em Trás-os-Montes, o ciclo dos 12 dias, que começa no Natal e acaba nos Reis, e o período do Carnaval são os momentos mais fortes das celebrações.

Os mascarados transmontanos simbolizam a vida que se renova na Primavera, a entrada num tempo fecundo e próspero, a passagem da puberdade à idade adulta. A comunidade revitaliza-se e reforça laços nestas festas organizadas por rapazes onde até os excessos servem para expurgar os males. O povo ainda os vê como se fossem o próprio diabo.

As mais significativas máscaras transmontanas podem ser apreciadas no Museu Ibérico da Máscara e do Traje, em Bragança e, no Museu Nacional de Etnologia, em Lisboa. Faz aqui a tua primeira visita.

Vídeo - Caretos de Carnaval


De chocalhos à cintura e vara na mão, os caretos têm o diabo no corpo. Correm, saltam, dançam, perseguem as raparigas solteiras, intimidam visitantes. A brincar a brincar, este Carnaval recicla tradições e enche de orgulho o povo da aldeia de Podence.
As festas de Domingo Gordo e do dia de Carnaval em Podence são da inteira responsabilidade dos Caretos, seres mágicos que vivem nas máscaras e nos trajes exuberantes, que invadem as ruas desta aldeia para a expurgar dos males e purificar. E, claro está, dar  umas “chocalhadas” nas raparigas casadoiras…

Esta forma de celebrar o Carnaval vem do tempo dos romanos, embora alguns autores reportem as festividades ao período do Neolítico. Certo é que os rituais estavam ligados  à entrada na Primavera e à necessidade das sociedades agrícolas terem boas colheitas. A tradição esteve em risco de se perder nos anos 60, por causa da guerra colonial e da imigração, que afastaram os homens desta aldeia do concelho de Macedo de Cavaleiros. Vinte anos depois, a tradição foi recuperada. Hoje, é uma atração turística.

Tudo o mais que há para saber dos Caretos é aqui contado pelo ator André Gago e pela antropóloga Paula Godinho, numa conversa conduzida pela jornalista Paula Moura Pinheiro.





segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Vídeo - Na vanguarda de Almada Negreiros


Quis ser um artista do seu tempo, acabou por ser artista de todos os tempos.
Criador multifacetado, Almada Negreiros (1893-1970) deixou uma obra imensa, intensa e original.

Inventor do futuro, Almada Negreiros projetou o modernismo português numa obra multifacetada, inconformista e irreverente.

Da poesia à ficção, do desenho à pintura foi tudo o que um artista pode ser.

As construções abstratas e geométricas marcam os seus quadros. Um dos mais notáveis é sem dúvida o retrato de Fernando Pessoa, com quem partilhava amizade e ideais.

Vídeo - Tecnologia de ponta para preservar património


O laboratório Hércules, em Évora, utiliza tecnologia de ponta para conhecer e preservar o património. Através das técnicas utilizadas podemos ficar a conhecer os segredos que se escondem num quadro ou a melhor forma de restaurar e preservar uma peça.
Nos seus laboratórios pode-se descobrir que pigmentos foram utilizados por um determinado mestre para elaborar um quadro, ou que desenho fez na tela ou na madeira antes de colocar a tinta. Pode-se ainda ajudar a identificar a autoria de uma pintura ou escolher o corante que deve ser utilizado na recuperação de um tecido.

São muitas as técnicas utilizadas neste laboratório criado em 2009 pela Universidade de Évora. Os equipamentos permitiram já a intervenção em vários restauros por todo o país e o seu objetivo é tornar-se uma infraestrutura de referência dedicada ao estudo, conservação e valorização do património cultural.