sexta-feira, 25 de maio de 2018

Biografia - Abelardo Germano da Hora


Desenhista, escultor, gravador e ceramista, nasceu na Usina Tiúma, em São Lourenço da Mata, em 1924. Estudou na Escola de Belas Artes do Recife e também é formado em Direito. 

Em 1942 trabalhou na oficina criada pelo industrial Ricardo Brennnand. Realizou sua primeira exposição em abril de 1948, na sede da Associação dos Empregados do Comércio do Recife: a mostra era composta de várias esculturas em concreto armado, com forte característica de crítica social muito em voga na época. 

No final da década de 1940, lançou o Atelier Coletivo, que foi uma das mais importantes experiências em artes plásticas em Pernambuco. 

Na década de 1950, começou a participar de exposições no exterior e foi, também, diretor da Divisão de Parques e Jardins da prefeitura do Recife, sendo autor de esculturas existentes em várias praças da cidade. 

Em 1962, foi um dos fundadores do Movimento de Cultura Popular, MCP, ocasião em que lançou um álbum de desenhos "Os Meninos do Recife". Considerado um dos mais importantes artistas plásticos brasileiros. 

Em 1986, a convite do Instituto de Arte Contemporânea de Paris, realiza sua primeira individual foram do Brasil: no Museu Debret, da embaixada brasileira na França.

Briografia retirada de NetSaber

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Biografia - Louise Bourgeois

Escultora, nascida em Paris, partiu, em 1938 para Nova Iorque onde vive. Casou com o historiador Robert Goldwater nesse mesmo ano. Fez uma passagem pela pintura e gravura mas viria a distinguir-se com esculturas monumentais e temas arrojados. Muita gente já viu exposta, algures, as suas monumentais "Aranhas", 1995. Usa os mais diversos materiais, desde o gesso à borracha, bronze, alumínio, o aço, látex, etc. e tudo o que a sua imaginação sem limites lhe dita. A carismática escultora franco-americana diz-se obcecada pelo trabalho. Bourgeois criou peças abstractas em diversos materiais, alguns nunca usados. Fala muitas vezes na sua infância e na mãe protectora, daí a sua aranha gigante, com uma simbologia complexa. A sua obra não passa despercebida. É uma das escultoras que merece mais espaço na comunicação social, por ter uma idade respeitável e continuar a surpreender tudo e todos.

Biografia retirada de O Leme

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Biografia - Gian Lorenzo Bernini


Nasceu em Nápoles, Reino de Nápoles [Itália], a 7 de Dezembro de 1598;
morreu em Roma, Estados do Papa, a 28 de Novembro de 1680.


Começou a sua vida artística com o pai, Pietro Bernini, um escultor de talento de Florença que foi trabalhar para Roma. O trabalho do jovem foi notado pelo pintor Annibale Carracci, começando desde logo a trabalhar para o papa Paulo V, o que lhe facilitou a sua independência. Influenciado pela escultura Grega e Romana em mármore, que conheceu nas colecções do Vaticano, também conhecia bem a pintura renascentista de princípios do séc. XVI. De facto, o conhecimento da obra de Miguel Ângelo nota-se no seu São Sebastião, de 1617, realizado para o cardeal Barberini, o futuro papa Urbano VIII, que se tornou o patrono mais importante de Bernini.

Mas o seu primeiro patrono foi o cardeal Borghese. Foi para ele que Bernini esculpiu os seus primeiros grupos escultóricos como o Eneias, Anquises e Ascânio fugindo de Tróia, de 1619, Plutão e Proserpina, de 1622 e o David, de 1624. Com estas obras, realizadas em tamanho real, conjugadas com os bustos executados também neste primeiro período da sua actividade, Bernini cortou com a tradição de Miguel Ângelo, criando um novo período na história da escultura da Europa ocidental.

Com a eleição de Urbano VIII, Bernini passou a trabalhar muito intensamente, passando também a trabalhar em pintura e a fazer arquitectura a pedido do papa. O seu primeiro trabalho arquitectónico foi a remodelação da Igreja de Santa Bibiana em Roma. Ao mesmo tempo, Bernini foi encarregado  de construir uma estrutura simbólica sobre o túmulo de São Pedro na Basílica de S. Pedro em Roma. O resultado foi o enorme e famosíssimo Baldaquino dourado construído entre 1624 e 1633. O baldaquim,  uma fusão completamente original e sem precedentes entre escultura e arquitectura, é considerado o primeiro monumento verdadeiramente barroco, tendo-se tornado o centro da decoração projectada por Bernini para o interior da Basílica de S. Pedro. O seu trabalho seguinte foi a decoração dos quatro pilares que sustentam a cúpula da basílica, com quatro estátuas colossais, sendo que só uma delas foi desenhada por ele. Ao mesmo tempo realizou vários bustos, alguns de Urbano VIII, sendo o melhor da série o do seu primeiro patrono, o do cardeal Borgheses, de 1632. 

As obrigações arquitectónicas de Bernini aumentaram quando Carlo Maderno morreu em 1629, tendo o escultor passado a acumular não só as funções de arquitecto de São Pedro como as do Palácio Barberini. As obrigações eram tantas que teve recorrer a assistência de outros artistas, tendo sido bastante bem sucedido na organização do seu estúdio, tendo conseguido manter a consistência do seu trabalho, tanto na escultura como nas ornamentações. O seu trabalho estava de acordo com as conclusões do Concílio de Trento, realizado entre 1545 e 1563, que tinham afirmado que a função da arte religiosa era ensinar e inspirar os fiéis, assim como servir de propaganda da doutrina da Igreja Católica Romana, defendendo que a arte religiosa devia ser inteligível e realista, e acima de tudo servir como estimulo emocional à religiosidade. Bernini tentou sempre conformar a sua arte a estes princípios.

Assim o artista começou a produzir vários tipos inovadores de monumentos - não só túmulos como também fontes. O túmulo de Urbano VIII, realizado de 1628 a 1647, é um dos melhores exemplos desta nova arte funerária, assim como a fonte de Tritão, na Praça Barberini (1642-1643), o é para estas obras. Mas o trabalho de Bernini nem sempre foi bem sucedido, e quando em 1646 as torres sineiras, que tinha erguido na fachada de S. Pedro criaram fissuras no edifício, tendo que ser retiradas, o artista caiu temporariamente em desgraça.

As obras mais espectaculares de Bernini foram realizadas entre os anos 40 e os anos 60 do século XVII. É a Fonte dos Quatro Rios na Piazza Navona de Roma, realizada entre 1648 e 1651; o Êxtase de Santa Teresa (1645-1652), que mais do que uma escultura é uma cena realizada por meio da escultura, da pintura e da iluminação.

A preocupação de Bernini em controlar o ambiente em que as suas estátuas se encontravam, levou-o a concentrar-se cada vez mais na arquitectura. A sua igreja mais impressionante é a de Santo André no Quirinal, edificada entre 1658-1670, em Roma. Mas a sua realização mais impressionante em arquitectura é a Colonata que rodeia a Praça de S. Pedro.

Em 1657 começou o Trono de São Pedro, ou Cathedra Petri, uma cobertura em bronze dourado do trono em madeira do papa, que foi terminada em 1666, ao mesmo tempo que realizava a colonata. Continuando os seus retratos em bustos de mármore, esculpiu em 1650 um de Francisco I d'Este, duque de Modena.  

Em 1665 viajou para Paris, aceitando finalmente um dos muitos convites de Luís XIV. Tendo ofendido os seus hóspedes, ao elogiar a arquitectura italiana em comparação com a francesa, os seus planos de remodelação do Louvre acabaram por não ser aceites, tendo realizado unicamente um busto de Luís XIV.

As últimas esculturas de Bernini, as realizadas para a Capela Chigi na Igreja de Santa Maria del Popolo, em Roma, e os Anjos que deveriam estar na ponte de Sant'Angelo, continuaram a tendência das figuras que decoram o Trono de S. Pedro: corpos alongados, gestos expressivos, expressões mais simples mas mais emocionadas.

O último grande trabalho de Bernini foi a simples Capela Altieri na Igreja de São Francisco a Ripa, de 1674, em que a arquitectura, a escultura e a pintura têm cada uma objectivos separados e bem claros, numa solução mais tradicional do que a da Capela Cornaro.

Bernini morreu aos 81 anos, tendo servido oito papas, e sendo considerado pelos seus contemporâneos, não só o maior artista europeu, como uma dos suas mais importantes personalidades. Foi o último dos génios de valor universal nascidos em Itália, e ajudou a criar o último estilo italiano a tornar-se uma norma internacional.

A sua morte marca o fim da hegemonia italiana na arte da Europa.

Notícia retirada daqui

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Biografia - Anna Seymour Damer

Escultora inglesa nascida em Londres com nome de solteira Conway, casou em primeiras núpcias com John Seymour Damer. Depois de enviuvar dedicou-se à escultura tendo realizado obras monumentais. É a autora da estátua a Nelson, herói da batalha de Trafalgar e está, em Londres, na dita Praça. São também da sua autoria as estátuas de Támesis e de Ísis na ponte Henley, bem como da estátua do rei Jorge III e da ponte de Keystore. Era prima do escritor inglês Horace Walpole (1717-1797), criador do romance de terror. É provavelmente a mais conhecida escultora inglesa do séc. XVIII, numa época em que as mulheres nas artes podiam apenas ser amadoras, dado não poderem cursar estudos superiores. Foi também retratista de mérito.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Biografia - Louise Nevelson


Escultora norte-americana de origem ucraniana, nasceu em Kiev. Uma das mais criativas e fantásticas escultoras do séc. XX. Sofreu influência da arte pré-colombiana e as suas obras escapam a qualquer classificação, sendo de imediato identificadas. Trabalhou com os mais diversos materiais, desde alumínio ao bronze passando pelo pexiglás, cartão, utilizando partes de móveis como cadeiras, numa expressividade plástica a que se não pode ficar indiferente.

Informação retirada daqui

terça-feira, 8 de maio de 2018

Biografia - Herman Wall

Fotógrafo americano famoso pelas fotografias realizadas durante o Desembarque na Normandia, na 2.ª Guerra Mundial.

Nasceu em 1905;
morreu em 1997.

Herman Wall trabalhou nos balneários da Associação Cristã da Mocidade de Holywood (ACM) nos anos vinte, durante a adolescência, aproveitando para vender fotografias da equipa de basquetebol. O trabalho e as vendas ajudaram-no a pagar o curso de fotografia na escola do Centro Artístico de Hollywood.

Terminado o curso Herman tornou-se assistente e, mais tarde, sócio do fotógrafo comercial Charles Kerlee. Nessa época, o período dourado da fotografia, Herman Wall foi-se tornando cada vez mais conhecido como fotógrafo ilustrador.

Na Segunda Guerra Mundial, prestou serviço na Arma de Transmissões des de 1942, chegando ao posto de capitão e comandante da 165.º companhia fotográfica do Corpo de Transmissões em 1944. Nesta função, acompanhou a primeira vaga da 1.ª divisão de Infantaria do exército dos E.U.A. que desembarcou na praia de «Omaha» - sector «Easy Read» - em 6 de Junho de 1944. Foi ferido na praia, pouco tempo depois de desembarcar, por estilhaços de «shrapel», um dos quais lhe levou a maior parte da perna direita. Tendo recuperado a consciência, entre síncopes, várias vezes num dos barcos de evacuação de feridos, conseguiu recuperar a máquina fotográfica que tinha utilizado no desembarque, com a ajuda de enfermeiros a quem ia pedindo que a encontrassem. 

Num hospital em Inglaterra, um oficial americano mostrou-lhe as provas das cerca de 20 fotografias que tinha conseguido tirar na Normandia. Eram as fotografias tiradas nas barcaças de desembarque e na praia, com a sua câmara de 50 mm. O «Daily News» de Nova Iorque, tendo conhecimento da existência das fotografias, enviou um redactor para contactar Wall, já que o mau tempo durante os primeiros tempos da invasão tinha impedido as reportagens fotográficas. Por isso, as fotografias de Wall foram as primeiras do Desembarque a ser publicadas no jornal.

Durante a sua longa recuperação, Herman Wall casou-se, tendo posteriormente regressado a Los Angeles, continuando a trabalhar como fotógrafo. Em 1946 trabalhou para a Life fotografando a mundialmente famosa Oregon Bulb Farm, e que lhe proporcionou a publicação de uma fotografia espectacular de página dupla na revista. Regressará várias vezes à quinta, continuando a fotografar os lírios híbridos.

Em 1958 será enviado para o Médio Oriente para realizar fotografias para uma série de brochuras a publicar com o título colectivo «A Paz pela Educação», que após seis meses de estadia na Turquia e no Irão mostrarão um modo de vida em extinção. Em 1964 a Kodak mostrará algumas destas fotografias numa exposição na Feira Mundial de Nova Iorque e dá-lhe um «Special Award for Photographic Excellence». Herman Wall continuará a colaborar com a Kodak publicando na revista da empresa para profissionais, a «Applied Photography».

Fonte:
Paris-Match: «L'été le plus long», número especial de Junho de 1994. 

domingo, 6 de maio de 2018

Biografia - Nadar

Pseudónimo de Gaspard-Félix Tournachon. Famoso pelos seus retratos fotográficos.

Nasceu em Paris, em 5 de Abril de 1820; 
morreu na mesma cidade em 21 de Março de 1910.

Estudou medicina em Lyon, França, mas devido à falência da editora do pai teve que abandonar os estudos e começar a trabalhar. Começou por escrever para jornais assinando os seus artigos com o pseudónimo «Nadar». Em 1842 foi viver para Paris, tendo começado por vender caricaturas aos jornais humorísticos.No princípio dos anos 50, Nadar já era considerado um fotógrafo de mérito, tendo mesmo aberto um estúdio. 
Começou a ser conhecido devido às suas acções espectaculares. Mandou pintar o edifício em que o seu estúdio estava albergado de encarnado e colocou na fachada um painel de 15 metros com o seu nome. O edifício, no boulevard des Capucines, no centro dos Grands Boulevards, tornou-se uma local de referência e o estúdio um ponto de encontro dos intelectuais parisienses.

Em 1854 acabou o seu primeiro «PanthéonNadar», um conjunto de dois painéis gigantes apresentando caricaturas de parisienses conhecidos. Foi ao preparar o seu segundo «PanthéonNadar», que começou a fotografar as personagens que tencionava caricaturar. É por isso que os retratos do ilustrador Gustave Doré e do poeta Charles Baudelaire, assim como os do escritor Théophile Gautier e do pintor Eugène Delacroix, todos realizados por volta de 1855, têm uma pose natural, que contrastava com as poses hirtas e formais dos retratos da época.

Nadar era um inovador e em 1855 patenteou a ideia de utilizar a fotografia aérea na cartografia. Tipo de fotografia que só conseguiu realizar três anos depois, em 1858, quando conseguiu tirar a primeira fotografia aérea de sempre de um balão. Em 1863 publicará o Manifeste de l'autolocomotion aérienne.

A litografia satírica que Daumier realizou mostrando Nadar a fotografar Paris de um balão, e a que deu o título «Nadar elevando a fotografia à altura da Arte», divulgou a façanha e ajudou Nadar a tornar-se ainda mais famoso. Nadar continuou a ser um apaixonado pelo balonismo até ter sofrido um acidente, com a mulher e alguns amigos, a bordo do Géant, um balão gigante que tinha construído e que podia transportar 80 pessoas.

Em 1858 também começou a fotografar com luz - magnésio -  tendo fotografado, em 1860, as catacumbas e os esgotos de Paris. 

Em 1874 emprestou o seu estúdio para a realização da primeira exposição de pintura dos Impressionistas, onde pontificavam entre outros Monet, Renoir e Cézanne, tendo ficado agradavelmente surpreendido com a tempestade levantada pela apresentação da nova escola.

Em 1886, não deixando de inovar, Nadar realizou a primeira entrevista fotográfica, uma série de 21 fotografias do cientista francês Eugène Chevreul a conversar. Cada uma das fotografias tinha uma legenda com as respostas de Chevreul às perguntas de Nadar, dando uma viva impressão da personalidade do cientista.

Fontes: 
Enciclopédia Britânica;